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Imagem de Vinícius de Moraes, com um violão, acompanhado por Maria Bethânia
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Conheça o Vinicius de Moraes de Ouro Preto

O que Ouro Preto tem a ver com Vinicius de Moraes? E com a arte em geral? Por que a cidade atrai tantas personalidades dos mais diversos segmentos artísticos?

Fizemos uma rápida pesquisa e descobrimos que os grandes artistas da história do Brasil se inspiraram em Ouro Preto para muitas das suas obras.

Basta olhar o passado glorioso da cidade para perceber que muitos foram lá para beber de suas águas. E deixaram também sua contribuição.

Artistas, Escritores, Poetas e até mesmo um famoso arquiteto têm seus nomes gravados na história da cidade.

Manuel Bandeira, com seu “Guide d’Ouro Preto”, lançado em 1948, com relatos interessantes que ainda hoje, agradam os amantes da boa leitura.

Cecília Meireles, cujo “O Romanceiro da Inconfidência” resgatou a memória ouro-pretana, em seus áureos anos da colonização em Minas.

Oscar Niemeyer chegou a projetar um hotel na cidade.

E, é claro, o maior amante de Ouro Preto, Vinicius de Moraes.

Saiba mais sobre Vinícius de Moraes de Ouro Preto

Imagem de Vinícius de Moraes, com um violão, acompanhado por Maria Bethânia
Vinícius de Moraes e Maria Bethânia

Imagem: Domínio público / Acervo Arquivo Nacional

Nascido em 1913, no Rio de Janeiro, Vinícius de Moraes foi um famoso escritor que enveredou pelo teatro, pelo cinema e pela música. Mas foi, acima de tudo, um poeta, cantando Ouro Preto em prosa e verso.

Seu livro, “Para uma Menina com uma Flor”, uma coletânea de crônicas escritas entre 1941 e 1966, traz um relato bem completo de Ouro Preto, no texto “Ouro Preto de hoje, Ouro Preto de sempre”.

Na crônica de Vinicius de Moraes, o leitor viaja, literalmente, por Ouro Preto. A descrição de pontos da cidade, como a rua São José, a Igreja de São Francisco de Assis, as ruas calçadas com os famosos “pés-de-moleque” e a Casa dos Contos é uma leitura fiel do cenário da cidade.

A impressão que se tem com a leitura é de que é possível ouvir os sons dos passos pelas ruas centenárias, enquanto entardece na cidade e até mesmo os acordes de violão para os lados da rua Direita.

Além de descrever sobrados, ladeiras, igrejas e altares, Vinicius se mostra pleno conhecedor da história da cidade, relembrando vultos que, como ele, deixaram rastros por lá.

Foi assim que o “Poetinha” se juntou aos homens que dormem em suas cinzas, como a velha Vila Rica, Tiradentes, Marília e o Aleijadinho.

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