Distritos de Ouro Preto: Glaura

Glaura - Distritos de Ouro Preto
Distrito de Ouro Preto: Glaura
Glaura é uma legítima cidade do século XVIII

Foto: Ane Souz/PMOP

A Freguesia de Santo Antonio de Casa Branca, que foi posteriormente denominada Glaura, é um dos distritos de Ouro Preto mais antigos, criado em meados de 1700.

Desde então, pode-se dizer que é um dos distritos de Ouro Preto que mais guarda as características iniciais do município, pois o local não chega a 2 mil habitantes, mantendo cultura, tradições e o modelo arquitetônico bem fiel às suas origens setecentistas.

Para tanto, a tradição oral é forte no local, pois os moradores se identificam com a terra aonde nasceram e se criaram, conseguindo trazer relatos vivos de épocas remotas, contadas pelas gerações passadas.

Além disso, o casario local é bem interessante, já que é bastante perceptível que a conservação se deu com o apoio contínuo do tempo, sem brigas entre passado e as necessidades agressivas da atualidade.

Enfim, é um lugar tão interessante, que já serviu de aconchego para ilustres figuras viajantes, como Auguste de Saint-Hilaire e Richard Burton.

Logo, confira este conteúdo e veja o que Glaura tem de melhor para oferecer ao seu passeio turístico:

O patrimônio histórico de Glaura

A Matriz de Santo Antônio

A Igreja de Santo Antonio, de Glaura, tem mais de 250 anos e é uma das maiores de Minas Gerais.

É uma igreja que foi interditada em 2016, por conta de rachaduras que apareceram em várias partes na área frontal. Isso trouxe um impacto muito negativo para a comunidade local.

Além de haverem trocado, às pressas, de lugar para realizar a missa no distrito, sendo que a Matriz de Santo Antônio é a única igreja, a interdição afastou os turistas. Com isso, sofreram com impacto nos costumes e na economia local simultaneamente.

Mas em 2019 começaram as obras de restauração da igreja e, com isso, em breve, as missas poderão ser celebradas novamente na Matriz de Santo Antônio.

Além da retomada das celebrações no templo, 143 imagens originais da igreja, que estão no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, por questão de segurança, poderão voltar em sua totalidade para a Matriz de Santo Antônio.

O casario histórico de Glaura

O casario de Glaura é bem interessante, porque é muito bem preservado, datando de uma época diferente da sede, Ouro Preto.

O motivo é que Glaura foi levantada na época da “grande fome” que assolou Ouro Preto no final do século XVII e início do XVIII. Logo, o período tem a pegada colonial, mas de uma forma um pouco mais modesta, sendo assim diferenciada em relação a sede.

Outra vantagem é que os passeios são retos e não há morros como em Ouro Preto. Com isso, o passeio se torna mais leve e você não é obrigado a comprar tênis novo porque corre risco de escorregar ladeira abaixo, devido à anti-aderência das pedras sabão, presentes em todo Centro Histórico da sede ouro-pretana. Mas não em Glaura.

Acredite se quiser, pedras-sabão são traiçoeiramente escorregadias, principalmente em uma noite de chuva, em que você perde a visibilidade, e a cada pisão você se sente como patinador no gelo.

Enfim, você não vai querer levar um tombo dessas pedras. É dolorosamente inesquecível!

O local

O povoado em si pode ser considerado, com toda sua cultura, culinária e preservação local, um baita patrimônio imaterial, já que os moradores de Glaura são acolhedores e retêm vivas as memórias do passado: o distrito permanece hoje com boa parte dos descendentes dos colonizadores iniciais.

Logo, se você quer saber como realmente é o clima de uma cidadezinha de século XVIII, passe em Glaura, você estará pisando em uma, que ainda guarda boa parte de suas raízes coloniais.

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